O que nos resta é a ausência
Ausência de sorrisos
Ausência de sentido
O que nos resta é a falta
Falta de esperança
Falta de coragem
Falta de paz
Uma palavra mal colocada
Uma frase mal dita
E acaba num minuto
O que levou tempo pra existir
O que nos sobra é a saudade
Saudade de sorrir
Saudade de viver
Saudade de nós mesmos
Saudade...
Estranha saudade
Do que não existiu
sábado, 15 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Patética agonia
Por que me afogo em tamanha agonia?
Ah se eu pudesse esmagar meu coração...
Talvez cessasse essa minha melancolia
Se eu aprendesse enfim minha lição.
Talvez você tenha mesmo razão
Eu me tornei um cara cético,
Só acredito na minha solidão
E isso me soa tão patético...
Ah se eu pudesse esmagar meu coração...
Talvez cessasse essa minha melancolia
Se eu aprendesse enfim minha lição.
Talvez você tenha mesmo razão
Eu me tornei um cara cético,
Só acredito na minha solidão
E isso me soa tão patético...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Imperfeição
Com o que restava de Deus, morre o amor
Em seu lugar o caos, o ódio, o pavor.
Se um dia houve qualquer ilusão de paz
Se foi acabou, não haverá nunca mais.
Matemos a beleza de qualquer otimismo
Abracemos a dor, a tristeza, o ceticismo.
Aceitemos assim nossa infeliz condição
A realidade nua e crua: imperfeição.
Em seu lugar o caos, o ódio, o pavor.
Se um dia houve qualquer ilusão de paz
Se foi acabou, não haverá nunca mais.
Matemos a beleza de qualquer otimismo
Abracemos a dor, a tristeza, o ceticismo.
Aceitemos assim nossa infeliz condição
A realidade nua e crua: imperfeição.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Realismo
O muro está de pé
Nenhuma luz deve entrar
Nada resta da fé
Não há em que acreditar.
Na solidão da minha alma
Escuridão já me envolve
Minha paz ninguém devolve
E nada mais me acalma.
Enorme é meu dia
E a noite bem maior
Humanidade é tão fria...
Aceitar é o melhor,
se hoje não há alegria
o amanhã será pior...
Nenhuma luz deve entrar
Nada resta da fé
Não há em que acreditar.
Na solidão da minha alma
Escuridão já me envolve
Minha paz ninguém devolve
E nada mais me acalma.
Enorme é meu dia
E a noite bem maior
Humanidade é tão fria...
Aceitar é o melhor,
se hoje não há alegria
o amanhã será pior...
domingo, 19 de julho de 2009
Velho combatente
Ninguém mais morre por amor,
quem dera houvesse uma guerra
onde eu pudesse morrer por alguém
sem que ninguém me condenasse por isso
talvez até me tornasse um herói...
Mas as guerras estão longes.
e sem opção, simplesmente vivo.
Vivo por viver, para não desistir...
Vivo para morrer sem deixar vestígios...
quem dera houvesse uma guerra
onde eu pudesse morrer por alguém
sem que ninguém me condenasse por isso
talvez até me tornasse um herói...
Mas as guerras estão longes.
e sem opção, simplesmente vivo.
Vivo por viver, para não desistir...
Vivo para morrer sem deixar vestígios...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Poema indefinido
Adiando o passado
em um futuro já acontecido,
diante de um sol
que já não queima como antes,
distante de Deus
porém mais próximo de mim mesmo.
Na busca da verdade
crio minhas próprias leis e teorias,
mato demônios
e os ressucito depois de três dias,
ergo minha cela
e me tranco a sete chaves,
rebelo-me
e tomo a mim mesmo como refém.
Invento inimigos
pra ter contra quem lutar,
te afasto de mim
pra um ter um motivo pra sofrer.
Releio histórias
pra fingir que são sobre mim,
Tomo dores alheias
pra tornar a vida insuportável.
Desisto primeiro
antes que eu consiga fracassar.
Às vezes rezo
só pra dizer que Deus não me ouve.
Vejo meus passos
por caminhos que nunca andei
Arrependo-me
de palavras que disse ou deixei de dizer.
Escondo-me
pensando que sentirão minha falta.
Persigo-me,
torturo-me,
mas ainda vivo
pra ver seu rosto
timído,
distante,
sorrindo,
quem sabe, pra mim...
em um futuro já acontecido,
diante de um sol
que já não queima como antes,
distante de Deus
porém mais próximo de mim mesmo.
Na busca da verdade
crio minhas próprias leis e teorias,
mato demônios
e os ressucito depois de três dias,
ergo minha cela
e me tranco a sete chaves,
rebelo-me
e tomo a mim mesmo como refém.
Invento inimigos
pra ter contra quem lutar,
te afasto de mim
pra um ter um motivo pra sofrer.
Releio histórias
pra fingir que são sobre mim,
Tomo dores alheias
pra tornar a vida insuportável.
Desisto primeiro
antes que eu consiga fracassar.
Às vezes rezo
só pra dizer que Deus não me ouve.
Vejo meus passos
por caminhos que nunca andei
Arrependo-me
de palavras que disse ou deixei de dizer.
Escondo-me
pensando que sentirão minha falta.
Persigo-me,
torturo-me,
mas ainda vivo
pra ver seu rosto
timído,
distante,
sorrindo,
quem sabe, pra mim...
domingo, 3 de maio de 2009
Sozinho
Sozinho, a mim mesmo encontrarei
Talvez diga palavras de carinho
Como você, me deixarei sozinho
E facilmente me esquecerei.
Ficarei longe de mim
Como morcego longe da luz
Evitarei me ver assim
Como o diabo evita a cruz
Não tentarei tirar as pedras do caminho
Simplesmente mudarei o meu trajeto
Viverei como bicho, máquina, objeto...
Sem motivo, sem ninguém, sozinho
E quando tudo tiver fim
Eu ainda estarei só
Ninguém rezará por mim
Enquanto meu corpo vira pó.
Talvez diga palavras de carinho
Como você, me deixarei sozinho
E facilmente me esquecerei.
Ficarei longe de mim
Como morcego longe da luz
Evitarei me ver assim
Como o diabo evita a cruz
Não tentarei tirar as pedras do caminho
Simplesmente mudarei o meu trajeto
Viverei como bicho, máquina, objeto...
Sem motivo, sem ninguém, sozinho
E quando tudo tiver fim
Eu ainda estarei só
Ninguém rezará por mim
Enquanto meu corpo vira pó.
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