domingo, 8 de novembro de 2009

Pensamentos sonoros



Espero alguém dizer algo.
Ninguém diz nada...
Permaneço calado...
E o som dos meus pensamentos me ensurdece...
Alguém sabe o que diz o silêncio?
Quantos significados pode ter uma palavra não dita...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Exageros poéticos

O poeta é um exagerado. E às vezes é nisso que consiste a poesia, em exagerar. Portanto não se assustem. Escrever poesia é expressar um sentimento, então o poeta precisa exagerá-lo para que o leitor consiga ter pelo menos uma idéia do que é, mas só o poeta sabe a intensidade dos seus sentimentos, e isso não pode ser transferido.
Quando se escreve, em uma poesia, sobre uma mulher, ela não é simplesmente bela, é perfeita, divina, inalcançável...As dores deixam de ser sentimentos normais do ser humano e se tornam desgraças insuportáveis, assim como a alegria passageira se torna a visão do paraíso.
Poesia não se lê, se sente. É necessário se colocar na posição do poeta e tentar sentir o que ele sentiu. Não se deve condenar um poeta pelo que ele escreve, não se critica uma poesia se você nunca sentiu o que o poeta quis expressar, mas um dia na sua vida você sentirá e compreenderá. E talvez quando você estiver só, quando todos estiverem dormindo, quando não houver ninguém para ouvir sobre o que você sente, você também escreverá uma poesia e, ao lê-la, se assustará com seus próprios exageros.

sábado, 5 de setembro de 2009

Razão dos versos tristes

Certa vez uma amiga perguntou-me por que a tristeza é sempre tema das minhas poesias, por que eu não escrevia sobre a alegria de vez em quando...
É simples: Gosto de escrever sobre o que existe.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Enquanto eu morria

Quem esteve diante de mim enquanto eu dormia?
Será que disse algo enquanto eu não ouvia?
Sentiu compaixão enquanto eu sofria?
Estava preocupada ou simplesmente fingia?
Será que chorava ou cruelmente sorria?
Pegou em minha mão enquanto eu não sentia?
Terá dito meu nome ou nem sequer sabia?
Terá feito uma prece enquanto eu morria?
Lembranças do passado. Angústia. Agonia...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Enquanto não consigo dormir

A melancolia do entardecer me conforta
Quando não há trevas nem luz
Apenas a expectativa de uma lua ainda oculta
E a lembrança de um sol já posto.
Se estivesse aqui, diria o quanto você faz falta
Não sei...acho que não diria nada
Apenas observaria, quieto,calado
seu rosto sério, mas delicado.
E se eu fosse um poeta te faria uma poesia
E então você sorriria, eu imagino...
Mas não sou poeta...
Só o que posso fazer é observar a noite que cai
lentamente
Sozinho...
Até cobrir todo o horizonte
Limitando meu campo de visão.
Ouço o silêncio noturno que me ensurdece
Relembro o que resta de um passado inexistente
E não vejo nada do que me orgulhar.
Só o que posso fazer é observar a noite que passa
Lentamente
Sozinho...
Enquanto não consigo dormir...

sábado, 15 de agosto de 2009

O que nos resta

O que nos resta é a ausência
Ausência de sorrisos
Ausência de sentido
O que nos resta é a falta
Falta de esperança
Falta de coragem
Falta de paz

Uma palavra mal colocada
Uma frase mal dita
E acaba num minuto
O que levou tempo pra existir

O que nos sobra é a saudade
Saudade de sorrir
Saudade de viver
Saudade de nós mesmos
Saudade...
Estranha saudade
Do que não existiu

domingo, 9 de agosto de 2009

Patética agonia

Por que me afogo em tamanha agonia?
Ah se eu pudesse esmagar meu coração...
Talvez cessasse essa minha melancolia
Se eu aprendesse enfim minha lição.


Talvez você tenha mesmo razão
Eu me tornei um cara cético,
Só acredito na minha solidão
E isso me soa tão patético...