sábado, 15 de novembro de 2008

Adeus

Adeus meus amigos,

A Deus meus amores!

Não há espinhos por onde sigo

Mas me firo até com flores...


Parto, como um papel levado pelo vento

No céu vazio sem ninguém observar.

Parto, prematuro sofrimento...

Deixo-te antes que possas me deixar.

sábado, 11 de outubro de 2008

E é só isso...

Me deito/acordo sozinho

Tomo meu café,

Outro dia se faz...


Pelo mesmo caminho

Sigo sem fé,

Vivo sem paz...


Deixo o mundo de lado

Pra que insistir?

Ninguém quer saber...


Deixo a vida de lado

Pra que vou fingir

Gostar de viver?


Deus já se cansou

De tanta besteira,

Não quer mais ouvir...


Fico onde estou,

De qualquer maneira

Não ia seguir....

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Lilás

O sol observa parado no firmamento
Como se esperasse findar a batalha
Na minha alma, a tristeza, o tormento
Se aloja, me domina, se espalha..


Coração e mente disputam um só ser
Enfrento-me, numa batalha sem fim...
Espero de longe e quando um vencer
Viverei com o que sobrar de mim....

Vejo-me sangrando num campo de flores
Mas,por que diabos, essa cor lilás?
Tudo revive a lembrança de mortos amores.
Nada disso faz sentido. A vida não faz...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A musa de outrora

Depois de muito tempo, volto a escrever.
Reflexos de um coração amargurado.
Pelos mesmos erros que insiste em cometer
Voluntariamente triste e torturado.

Vi descer do Céu a minha amada musa,
Aquela mesma casta criatura angélica
reconheço-a, apesar da mente confusa,
Trajando, além de asas, armadura bélica.

Pensei ter sido enviada para me matar,
Mas finge não notar minha presença.
O que, Deus, maior dor pode causar
Que ser tratado com tal indiferença?

terça-feira, 8 de julho de 2008

Via-Láctea dos desiludidos

Ouvir estrelas? Que besteira!
Elas não têm nada a dizer.
Estive com elas a noite inteira
E nada quiseram me responder.

E o que elas poderiam ter dito?
Perto de Deus, por que ouvir mortais?
Simplesmente brilham no infinito
Se vivemos ou não, que diferença faz?

Não respondem qualquer desgraçado
Que em vão clama,como um condenado
Já na forca, porém inocente...

Não enxergam um verme isolado
Que rasteja num mundo apagado.
Ouvir estrelas!? Só estando demente...

domingo, 15 de junho de 2008

O Poeta Que Não Sou

Você pode não saber,
Mas o dia chegará,
E a vida vai se estender
Logo então entenderá.

No meio dessa confusão
Nada mais me afeta,
Em meio uma depressão
Eu me atrevo a ser poeta!

Mas, ora meu Deus do céu!
Quem dera um poeta eu ser
E transportar para o papel
A minha alma ao escrever!

Cemitério de Flores

Foi só um sonho...
Não... Pesadelo, sim!
Eu esquartejava você
E enterrava no jardim
Meu jardim, cemitério de flores.
Você parecia parte de mim,
A cada pedaço eu sentia as dores.

Continuava assim essa tarefa insana:
Seu sangue escorria, tornava-se lama.
Estranha tortura que nunca acabava
Cada pedaço seu se multiplicava.
Tentava fugir e você me seguia,
Levava nos braços sua cabeça que sorria
Sua voz calma me chamava de suicida,
Acordei e entendi: Você é minha vida!